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Colunista "CARLOS CARVALHO"

A unção sobre a organização.

“Ninguém atue como árbitro contra vós, pretextando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em visões, inchado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a Cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo com o aumento concedido por Deus.”(Colossenses 2.18 e 19)

Paulo fala à igreja de Colossos que o crescimento da igreja é aumentado e concedido por Deus, quando todo o corpo, nós, a igreja, estamos providos e organizados. O apóstolo trata de dois princípios: provisão e organização, que se dão num nível individual (na vida de cada discípulo) e coletivo (no corpo, na igreja). Paulo se volta nesta passagem para o coletivo, para o corpo coletivo, para a igreja, afirmando que esta precisa estar suprida e organizada para que o crescimento de Deus, e dado por Ele, venha.

A provisão da igreja é algo bastante importante, e, na mesma intensidade que o Senhor tem procurado nos ensinar sobre isto, o nosso adversário investe contrariamente, tentando ferir a imagem econômica e financeira da igreja de Jesus bem como a autoridade sacerdotal sobre as finanças da igreja e dos discípulos, atacando a prosperidade através das legalidades que vão sendo deixadas.
A igreja não é, e não pode ser, espiritualmente falando, uma empresa, mas juridicamente ela funciona como uma organização, pessoa jurídica de direito privado, possuindo direitos e obrigações.

Da mesma forma que o crescimento vem quando a igreja é suprida, também vem na medida em que a igreja se organiza, financeiramente e nos aspectos administrativo, gerencial, pessoal, estrutural, físico, patrimonial, jurídico, tributário, contábil etc. Deve haver por parte dos líderes uma preocupação constante em cuidar destas áreas da igreja, assim como uma boa equipe de gestores cuida de um grande empreendimento, pois desejamos ver o crescimento da igreja, numericamente e espiritualmente, não só da igreja da qual fazemos parte mas do corpo de Cristo na terra, e este crescimento deve estar no nosso coração, pois onde está o nosso tesouro ai está o nosso coração.

No processo organizacional a igreja deve procurar conhecer suas obrigações, em seguida montar uma equipe, ainda que inicialmente pequena para cuidar das atividades de pastoreio como também da decoração, limpeza e manutenção, pagamento de contas, contabilização do caixa (dízimos, primícias e ofertas), registros contábeis etc, responsabilidades que vão aumentando pois não se esqueça: o crescimento vem.
Inicialmente uma igreja deve procurar ter seu registro para garantir seus direitos como pessoa jurídica, já que seus deveres já existem desde o seu funcionamento, bem como ter escrituração de suas receitas, despesas e patrimônio. Ter o estatuto e atas registrados trazem vantagens no curto e no longo prazo, pois permite que os pastores tenham o INSS recolhido para que eles tenham direito a benefícios como auxílio-doença, salário-maternidade, salário-família dentre outros e no futuro eles tenham o direito a aposentadoria, bem como para os funcionários da igreja, que além desses benefícios, desde que devidamente contratados, tem direito a FGTS, seguro-desemprego etc.

A igreja também pode receber doações e verbas oriundas de programas governamentais permitindo que seja intensificado seu trabalho de ação social e relacionamento com a comunidade bem como isenções fiscais como no caso do Código tributário municipal de Feira de Santana que isenta as instituições religiosas de pagarem IPTU do local de culto da igreja, mesmo quando este é alugado (vide artigo 82 do Código).
Enfim, é responsabilidade do líder da igreja procurar conhecer os direitos e deveres enquanto instituição, procurando o auxílio de um profissional como um contador, não só para cuidar destes assuntos como de muitos outros como contratações, demissões, controle de custos, escrituração das operações (obrigatória), auditoração dos relatórios além do aspecto fiscal simplesmente.

Que Deus derrame ainda mais sobre nós a unção da organização, despedaçando todo jugo de desorganização, de paralisia, de estagnação e nos levando muito além do que imaginamos segundo o Seu poder maravilhoso que opera em nós (Efésios 3.20). Graça e paz.


Carlos Carvalho - Nascido em 11 de Novembro, casado com Ana Caroline Braga Figuerêdo Carvalho, é Assessor Parlamentar, acadêmico de Direito e Secretário Executivo da AMEFEIRA e AMEBAHIA – Associação de Ministros Evangélicos do Estado da Bahia. site www.maisfe.org


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