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Colunista Bispo "Manoel Pedro de Souza"
Sobram Pastores e Faltam Ovelhas e Homens de Deus.

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Ter título de “pastor” é muito fácil em nossos dias. Qualquer um pode comprar um diplomar, pois existem muitas escolas e seminários que não cobram muito por um diploma de bacharel em teologia. Também, “pseudo-s” pastores que transitam no meio evangélico, pelo valor de cinqüenta (50,00) reais consagram interessados ao ministério. Somos conhecedores de casos desta natureza em nossa cidade.
Não é um título que vai tornar alguém em um homem de Deus. Títulos sem função não passam de engodos de homens e do maligno.
Creio que entre os que não possuem um título, existem verdadeiros homens de Deus que estão operando com a bênção do Pai celestial. Outros têm títulos, mais não estão no centro da vontade de Deus. Para estar no ministério pastoral, e em quaisquer outros ministérios bíblico, necessário se faz que a pessoa tenha vocação, seja chamada por Deus, comissionada e enviada para atuar no corpo de Cristo.
Infelizmente, e por razões diversas, muitos receberam um título e foram investidos em determinadas funções na igreja, mas não estão sendo frutíferos por lhes faltarem à unção de homem de Deus. Estão tentando fazer o ministério na força do seu carisma e utilizando estratégias humanas que Deus não ordenou, pois sabemos que no reino de Deus é o Senhor que determina o modelo do que Ele quer, as armas e as estratégias que devem ser usadas na execução da obra.
Por faltarem pastores que sejam verdadeiros homens de Deus, faltam ovelhas nos rebanhos. Se o pastor não for um homem de Deus não gera ovelhas. O máximo que pode acontecer é reunir freqüentadores, espectadores, admiradores e interesseiros.. Alguns líderes pelo carisma que têm e devido às promessas de sucesso que fazem aos seus ouvintes, muitas vezes promessas que Deus não as fez, mesmo assim conseguem atrair multidões.
Para Jesus o que mais interessa é ovelhas-discípulos que se tornem discipuladores. Ele não está interessado em quem tem o melhor dízimo, a melhor oferta e/ou em quem pode dar status à igreja.
Sem homens de Deus a igreja não passa de um “clube”, que pode oferecer distrações e divertimentos aos seus membros, não a vida de Deus. Nós na terra representamos o que Deus é no céu e na terra. O mundo quer ver na igreja o que o reino de Deus representa. Precisa encontrar na Igreja de Cristo verdadeiros homens de Deus, especialmente seus pastores. O apóstolo escrevendo ao jovem e pastor Timóteo diz:

Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.
Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão, que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna ( I Tm 6:11-14, 17-19).

O homem de Deus não pode ter a sua vista e coração voltados para as coisas materiais e as riquezas do mundo, mesmo que venha a possuí-las, o que não é pecado, mas o seu coração deve pulsar com o coração de Deus por vidas. Não devemos fazer do ministério uma plataforma de poder, fama, posição, status e sucesso. Na tentação de Jesus o diabo usou essa teologia visando desviá-Lo do propósito do Pai para sua vida.
O homem de Deus, antes mesmo de entesourar para si, procura enriquecer suas ovelhas. Paulo diz: “Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo” (II Co 6 :10).

O maior interesse de um pastor não deve ser o que o rebanho pode oferecer-lhe, mas sim em como melhor apresentar a Deus o Seu rebanho. Vejamos a preocupação de pastor Paulo:

Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1 : 9-10) “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós”(Gl 4: 19).

Um homem de Deus jamais negociará a sua vocação, seu compromisso com Deus e nem a sua integridade. Ele não abre mão daquilo que o Senhor lhe confiou e, a sua preocupação não é agradar a homens, mas a Deus. Procura se guiar pela INTEGRIDADE. “SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte? Aquele que vive com integridade, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração”(Sl 15:1,2) “A sinceridade dos íntegros os guiará, mas a perversidade dos aleivosos os destruirá” ( Pv.11:3 ).
1 – Integridade fala de inteireza, retidão, ser completo. Quem é guiado pela sua integridade faz bem a sua alma. “A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o perverso pela sua falsidade cairá ( Pv. 11: 5 ).
3 – A nossa integridade pessoal, ministerial, moral e espiritual são inegociáveis. Precisamos ter cuiddado com a síndrome de Balaão e Absalão ( Leia no meu livro – A Ovelha Precisa Conhecer o seu Pastor, comentário sobre Balaão).
4 – O íntegro não se deixa levar por enganos. “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm 4 : 1).
Precisamos ter muito cuidado com os muitos enganos que rondam o nosso ministério e igrejas: Enganos proféticos, do coração, dos sentimentos. O engano das aparências; o engano de julgamentos interpessoais; o engano das comparações; o engano da ultrapassagem dos limites estabelecidos (Pv 22: 28). Engano doutrinário; o engano da vaidade nas revelações e o engano do pecado no meio da igreja (II Co 12:20-21. ( II Co11:2,3).
5 – O Íntegro zela pelo seu caráter moral, mental, emocional e espiritual e procura manter-se firme em meio ás adversidades.
6 – O íntegro procura ser transparente. Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, está acumulando toneladas de peso... É uma estátua de bronze cujos pés são de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparência e fachada. De nada adianta querer ser trigo quando a raiz é de joio.

A integridade de um homem de Deus estar acima de qualquer salário, status, poder, fama, palco, tamanho do rebanho, diplomas, títulos, conquistas e privilégios humanos.
O íntegro é praticante da justiça. Integridade e justiça são irmãs gêmeas. Nós fomos criados em justiça segundo Deus ( Ef 4: 24). Fomos feitos justiça de Deus (II Co 5:24). Chamados servos da justiça (Rm 6:18). Temos o dever de seguirmos a justiça (I Tm 6;11). A justiça é a nossa principal vestimenta (Ap 19;8). Devemos ter sede de justiça ( Mt 5;6). O Justo jamais será abalado. (Sl 112 : 6 ). O justo viverá pela fé. (Gal. 3 : 11 ). A oração do Justo é poderosa. (Tg 5:16 ; Sl. 34:17). O Justo jamais passará fome e nem a sua descendência irá mendigar o pão ( Pv 10:11; Sl 37 : 16, 25-30; Mt 5:6 ). O Justo sabe fazer o bem. (Dt 6 : 18 ). A morada dos justos é abençoada pelo Senhor ( Pv 3:33).

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Fatalismo Político
Deus continua agido no planeta terra. O mundo não foi entregue ao caos. Pensar que não tem jeito é um fatalismo. Quando eu digo: “Não tem jeito para isto ou aqui”, “não vai mudar”, “nada vai resolver”, isto significa cair no fatalismo.

Percebe-se que social e politicamente, os evangélicos ainda são discriminação por determinados setores da sociedade. Estive presente no dia primeiro de janeiro, na câmara de vereadores, na sessão de posse dos vereadores, prefeito e vice-prefeito, observei que na formação da mesa, foi chamado o arcebispo da cidade para compor à mesa, representando a igreja Católica, mas ninguém foi convidado para representar os evangélicos.

Vivemos em um estado laico, onde a Lei fala em separação entre Igreja e Estado, logo, diante do exposto, percebe-se que a lei só funciona para os evangélicos. Portanto, diante de certos abusos, preferências, concessões, privilégios e benefícios dados a uns e outros não, calar-se e deixar que as coisas continuem desta maneira é aceitar o fatalismo. O fatalismo é prejudicial, afeta os relacionamentos e no caso acima citado, fica evidente a existência de descriminação e acepção social, política e religiosa que devem ser combatidas não só com palavras, mas com atitudes, ações políticas e a eleição de homens e mulheres de Deus que possam defender os nossos direitos legais.

Permitir abusos não é ser humilde, mas, subserviência. Precisamos crer e agir provocando mudanças, pois a omissão é pecado.

A Igreja do Senhor não foi constituída para mandar e nem dominar os poderes públicos, mas, não pode ser dominada, descriminada, alienada e ignorada. Ela faz parte do processo e mais que qualquer outra instituição, tem condições de fazer e dar o melhor. O melhor não vem através de governantes sem o temor do Senhor Deus.

Temos que ser voz profética nos dias atuais e denunciarmos a injustiça. A igreja do Senhor Jesus deve militar em todas as áreas e a sua voz precisa ser ouvida sobre educação, saúde, política, economia, bem-estar da população, projetos que tragam para a região benefícios para a comunidade.

Devemos ser e fazer política sem sermos partidários. Sem comprometimento com políticos aproveitadores e oportunistas. A igreja tem a função de reformadora da sociedade.

A hora já chegou, é tempo de libertação do comodismo, fatalismo e aceitação de migalhas. Esse negócio de crente dizer que política é coisa do diabo, não tem mais sentido! Você quer ver o diabo, deixemos a política nas mãos dos ímpios.

O fatalismo diz: “Está fora do meu controle”. A fé diz: “Eu posso mudar o quadro”. Fé é o oposto do fatalismo. Deus quer que por meio da fé-ação conduzir-nos a novos níveis de conquistas, mas para isto precisamos saber através de que meios e de quem. Ainda precisamos em nossos dias de mais Moisés, José, Davi, Josué e Neenias. Homens que se coloquem nas mãos de Deus para trazer um governo justo e abençoado para a cidade.

Estamos entrando no KAIROS de Deus, isto é; oportunidades propícias para um propósito específico, intencional em que a igreja do Senhor seja reconhecida, e os seus ministros considerados homens de Deus que oram pelo bem-estar e prosperidade da cidade. Kairos é um tempo de colheita, restituição e governo de Deus.

Muita coisa precisa mudar em Feira, porque esta é a vontade de Deus para a nossa Princesa do Sertão. “Ele, porém, não fará nada sem que não revele os Seus segredos aos Seus os profetas”. (Amós 3:7). “É da boca dos profetas de Deus que os homens, as famílias e as autoridades devem procurar a sabedoria para governar, pois os tais são mensageiros do Senhor dos Exércitos”. (Ml. 2:7).

“Não havendo profecias o povo se corrompe e não havendo sábia direção o povo perece”.

 

A unidade para a Conquista da Cidade.
O projeto de Deus para conquista de cidades está estabelecido e delineado no Novo Testamento. Jesus deixou bem claro qual estratégia deveria ser utilizada pelos discípulos. Pessoas e não instituições é a estratégia de Jesus. Homens e mulheres que sejam verdadeiros discípulos reprodutores.
Discípulos que ousem penetrar e influenciar a sociedade exercendo influência significativa na educação, mídia, família, economia, religião e artes. Estes são os principais pilares de uma sociedade em que a Igreja de Cristo deve exercer o seu papel evangelístico.
Discípulos comprometidos com o caráter de Cristo que não se comprometam com o sistema social, político e econômicos corrompidos, que entram em contradição com os princípios do Evangelho de Cristo
O apóstolo Paulo diz a seu discípulo Timóteo: "E o que de mim ouvistes através de muitas testemunhas, transmite a homens fiéis (confiáveis), os quais serão aptos para ensinar outros também" (II Timóteo 2.2).
Foi assim que Paulo em dois anos na cidade de Éfeso, transmitindo a pequenos grupos toda a sua experiência e aprendizado recebido diretamente do Senhor Jesus Cristo e, assim, movido pelo Espírito Santo, alcançou toda a Ásia Menor, formando igrejas em cada cidade e elegendo nelas presbíteros-bispos, pois esta é a missão de um verdadeiro apóstolo de Cristo.
A conquista de cidade passa pela unidade dos ministros do Evangelho. O papel dos líderes é de fundamental importância na estratégia estabelecida por Cristo para que o mundo possa crer.
É a partir dos líderes, homens e mulheres de Deus, que as igrejas entenderão a necessidade da unidade, pela qual Cristo orou ( João17). Quando o grande exército de Cristo na cidade se colocar em posição de combate não há demônio que nos detenha.
Precisamos unir-nos para traçarmos projetos ousados para transformação da cidade. O plano de Deus para trazer a cidade o avivamento, inclui a transformação dos crentes e o despertamento da igreja. Só podemos falar de avivamento quando a cidade for impactada pela ação do Espírito Santo na vida dos crentes e da Igreja local.
Unidos em oração e batalhando para demolição das fortalezas do inimigo. Esta é uma tarefa para todos, e não apenas de parte do corpo de Cristo na cidade. Ninguém deve pensar que isoladamente poderá fazer muita coisa, e muito menos achar que pode ganhar a cidade isoladamente por maior que seja a igreja.
Portanto, necessário se faz que nos unamos para grandes celebrações, realizações de eventos socais, congressos, cruzadas, elaboração de projetos e estratégias de crescimento e para elegermos irmãos a cargos públicos. Vereadores, vide-prefeito, prefeito e deputados estaduais e federais.
Creio que estamos precisando de mais educadores cristãos nas escolas. Homens e mulheres de Deus que possam desenvolver programas educacionais que venham causar mudanças nas vidas dos alunos e familiares. A educação é uma questão fundamental para transformação de um povo.
Deus quer abençoar mais a nossa cidade, porém para esta tarefa Ele depende dos crentes que aqui residam. A cidade está pronta, mas faltam crentes renovados e cheios do Espírito Santo, inclusive pastores. Quando os cristãos forem transformados e a igreja despertada, a cidade experimentará o avivamento.
O avivamento visa não apenas a igreja, mas principalmente a cidade. O normal da igreja e dos crentes é vivermos cheios do Espírito santo. Pois a unção permanece sobre nós.
Sacerdotes do Senhor, apóstolos, profetas, bispos, pastores, mestres e teólogos, devemos ter bem definido o projeto de Deus para a cidade e em particular a nossa cidade.
A mudança da cidade depende muito dos líderes que a ela servem como embaixadores de Cristo (II Co 5:14). Precisamos entender que a missão de evangelizar a cidade estar acima dos nossos interesses pessoais de cada um de nós. A Bíblia diz: “Não havendo profecias o povo se corrompe e não havendo sábia direção o povo perece”. A pergunta é: Qual o nosso papel como homens e mulheres de Deus? Como podemos contribuir para a transformação da nossa cidade?
A nossa cidade precisa de vozes proféticas que venham denunciar a injustiça, o pecado e a corrupção, pois só assim virá o temor do Senhor e haverá arrependimento:
Os políticos da cidade precisam de homens de Deus ao seu lado, porém, homens que não estejam comprometidos com os pecados desses líderes políticos e nem se deixem levar por interesses matérias, pessoais e financeiros.
Precisamos estar mais unidos, sermos um só exército erguendo a bandeira do Evangelho e da unidade. É preciso que vivamos a oração do Senhor Jesus em João 17: 21 que diz: “A fim de que todos sejam um; como Tu és, ó Pai, em mim e eu em Ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste”.
Bispo Manoel Pedro de Souza


Bispo Manoel Pedro de Souza - Diretor do Conselho de Ética
Casado com Benedita Morais, pai de três filhas lindas, quatro netas maravilhosas e três genros que se tornaram filhos. Formado pelos Seminários Teológicos Batistas do Nordeste, em Feira de Santana-Bahia e o Seminário Teológico do Norte do Brasil – Recife – Pernambuco. Bacharel em Teologia e Psicanalista pela Espob. Hoje, jubilado pela Igreja Batista Memorial após quarenta anos de ministério e ordenado Bispo pela mesma Igreja. é diretor do Conselho de Ética da AMEBAHIA, vice-presidente da AMEFEIRA, escritor e conferencista.
E-mail: prmsouza@msn.com Blog: www.bispobarnabe.blogspot.com Tel: 75 3224-3791 / 8806-4472


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